quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Superinteressante

Você sabia? A música alivia a dor do pós-operatório, faz bem a pacientes com danos cerebrais e até ajuda o bebê a nascer mais rápido. Depois da Segunda Guerra Mundial, hospitais americanos obtiveram resultados surpreendentes ao contratar músicos para ajudar na recuperação dos veteranos de guerra. “Foi assim que a musicoterapia ganhou força”, diz Cléo Correia, vice-presidente da Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia de São Paulo. Desde então, a terapia através da música e do uso de sons ganhou status acadêmico. Hoje, no Brasil, existem mais de cinco cursos de graduação sobre o tema. “Os médicos estão mais conscientes da importância da música em diversos tratamentos”, diz Cléo. “Até para diminuir a percepção de dor dos pacientes que estão na UTI depois de uma cirurgia.” Na Universidade Federal Paulista de Medicina, o neurologista Mauro Muszkat pesquisou as alterações elétricas no cérebro de pacientes ao escutarem música. “Um paciente que sofreu algum dano cerebral pode recuperar algumas dessas funções se for estimulado com a música”, diz Muszkat. Os musicoterapeutas trabalham com um roteiro específico de músicas e sons de ambientes que estimulam a resposta de cada paciente. Em alguns hospitais, a música serve até como trilha sonora do trabalho de parto. “Uso a música para estimular as contrações uterinas”, diz José Bento de Souza, obstetra do hospital paulista Albert Einstein. Em sua sala de parto, os bebês nascem ao som de Mozart e Beethoven, como numa grande abertura de ópera. (Fonte: Superinteressante)

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