quarta-feira, 11 de maio de 2011

TOMANDO TODA ARMADURA DE DEUS

UMA SÉRIE SOBRE BATALHA ESPIRITUAL


Quando Paulo nos manda “tomar toda a armadura de Deus” (Ef. 6.13), está nos indicando a postura correta que o soldado de Cristo deve ter para vencer as suas batalhas. A armadura romana da ilustração de Paulo era a última palavra em equipamento militar pessoal, com peças de defesa (capacete, couraça, cinto, sandália e escudo) e ataque (espada). Lembre-se que a Bíblia nos manda tomar todas a armadura (Ef. 6.13), e não apenas algumas peças.

1. O Cinto da Verdade (Ef.6.14)

O cinto deve segurar e ajustar a armadura de Deus à vida do crente. Sem ele todas as demais peças tornam-se inúteis. Existem três aspectos importantes da verdade na vida de um crente. O primeiro é que Jesus é a verdade (Jo. 14.6). Sem uma experiência pessoal com Deus ninguém pode apropriar-se do poder de Deus. Aquele que não fez uma entrega absoluta de sua vida a Jesus não pode prevalecer.o segundo aspecto nos fala da Palavra ( I Tm. 1.10; II Tm. 4.3; Tt5.2.1). Jesus afirmou que apalavra é a verdade (Jo. 17.17). não podemos enfrentar o reino das trevas baseados em crendices ou racionalismos humanos, mas sim a única e suficiente Palavra de Deus. O terceiro aspecto diz respeito à nossa própria conduta, devemos sempre falar a verdade, ser firmes e confiáveis (Mt. 5.37). Nossa vida precisa estar na luz, sem áreas ocultas ou comprometidas ára não dar legalidade à Satanás.

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” João 8.44

2. A Couraça da Justiça (Ef.6.14b)

A couraça da justiça é a peça que protege as partes vitais (coração, pulmões, fígado, etc.). Espiritualmente a couraça da justiça protege as fontes da vida de Deus em nós. Justiça no Novo Testamento é sinônimo de santidade (Ef. 4.24) ou de fidelidade (Gl. 3.6). Se o crente mantém uma vida de pecado, sua vida espiritual estará exposta. Além disso a couraça romana protegia a parte da frente do corpo do soldado, mas não as costas, para que o soldado soubesse que deveria sempre avançar. Recuar, dar as costas ao inimigo era inadmissível.

3. Os Calçados do Evangelismo (Ef.6.15)


A qualidade daquilo que protege os pés do guerreiro determina a distância aonde ele poderá chegar. O evangelismo é tanto uma arma de conquista (com ela avançamos contra as trevas – Is. 52.7; Rm. 10.15), como de defesa (com ela pisamos sobre o inimigo – Lc. 10.19; Rm. 16.20). enquanto estabelecemos a paz de Cristo no coração do seres humanos, fazemos guerra contra os demônios.

4. O Escudo da Fé (Ef. 6.16)

Esta arma nos defende contra as flechas ou dardos inflamados do mligno (enfermidades, confusões, medo, probelmas financeiros, etc). Mas precisamos estar atentos, o escudo precisa ser manuseado, ou seja, tem que estar na posição e direção certas para nos defender de cada flecha. A fé é a arma que temos para desfazer as obras de Satanás contra nós. É com a fé que anulamos todo o veneno maligno e vencemos o mundo (I Jo. 5.4).

5. O Capacete da Salvação

A mente do cristão é o alvo prioritário do inimigo. Ai reside o poder das decisões. Por isso, Satanás e seus demônios sempre trabalham para nos atingir através do engano, dúvidas e acusações. Esta foi sua estratégia quando enfrentou Jesus no deserto (Lc. 4.1-13) e na cruz (Mt. 27.40). Ele queria colocar em dúvida a sua identidade como Filho de Deus. O crente precisa estar convicto de quem é, de sua posição em Cristo e dos seus direitos como filho de Deus. Sua mente tem que estar protegida com a certeza da salvação.

6. A Espada do Espírito (Ef.6.17b)

Este é o nosso maior instrumento de ataque, que realmente pode ferir o inimigo. Não há nada mais temido no Reino das trevas do que a espada da Palavra de Deus. Todo obreiro cristão precisa dedicar-se ao manuseio da Palavra como quem aprende a usar uma arma.

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” II Timóteo 2.15

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